Vestígios de um amor outonal

Outono | Poesia Amorosa | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 01 de Março de 2026 ás 11h 55min

Na curva do teu olhar 

ainda se aninha 

a luz suave de um setembro que passou. 

 

Não é mais o fogo vivo 

de um verão que ardeu, 

mas a brasa quieta 

sob as folhas secas. 

 

Um eco fraco 

no silêncio da sala, 

o perfume da chuva 

na terra batida. 

 

Restos de um abraço denso, 

a lembrança da mão que procurava a minha 

no crepúsculo lento. 

 

Em ti, 

a melancolia doce 

do que foi maduro, 

e agora se recolhe, 

preparando o sono longo. 

 

Vestígios tênues, 

sim, 

como a névoa da manhã 

que se desfaz ao sol, 

mas que existiu, 

e deixou a marca fria 

na pele da lembrança. 

 

Um amor de outono, 

que não pede volta, 

apenas repousa 

na quietude dos teus gestos.

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