Há um vazio que insiste em ficar,
Espaço aberto que não sei fechar.
Um amor torto, mal correspondido,
Que pesa no peito, dor sem sentido.
Quando lembro do cheiro e do que passou,
O tempo aperta, o ar faltou.
Saudade viva que insiste em doer,
Batendo no ritmo do meu viver.
O corpo deseja, a alma também,
Mas a ausência responde: não vem.
No fim do dia tudo parece dormir,
Mas ao amanhecer
o vazio volta a existir.