Urgência em mim.
O externo, vasto mundo, tumultua a vida sem dó;
caminho no meu tempo, ainda olho o pôr do sol.
Admiro as crianças e suas peraltices,
meninices que trazem memórias da infância.
Eu, sempre fechada em meu mundo, hoje abro uma fresta pequena por onde espio a vida.
Sou, às vezes, um bicho esquisito que se aconchega no silêncio, por não gastar as palavras em vão ou por guardá-las como tesouro.
Sim, talvez seja inútil jogá-las aos porcos.
Eu sou como o vento que passa e, um dia, passará.