Última vez

Poemas | 2026/1 Antologia Quando a palavra sente | Gilmair Ribeiro da Silva
Publicado em 15 de Janeiro de 2026 ás 19h 41min

 

Tudo está igual, desde quando vieste

pela última vez:

o sol bate em cheio na janela

 atravessando a cortina,

 fazendo em brasa o velho sofá na sala,

 a estante empoeirada,

 com seus poucos livros,

 o calendário pendurado

 na parede sem pintura,

 trazendo imensa solidão.

 

Solidão...

 Às vezes vejo-me preso

 aos mistérios inatingíveis dos teus olhos.

Ai...se tu soubesses, ao menos, do vazio

 que invade e domina a alma aflita

 não oferecerias em troca

 de tanto amor

  este silêncio

   este abandono

 a fazer-me repensar a vida vivida

   perdida

 nas longas noites de insônia...

 

Mas, a ânsia de viver,

 de lutar sempre pela sobrevivência 

 faz-nos frios e duros

 como a própria sepultura. 

Comentários

De fato, a solidão é terrível, mas ela nos caleja e nos ensina a amar e a viver!

Lorde Égamo | 15/01/2026 ás 20:42 Responder Comentários

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