Toca me a alma
Outono | Poesia Amorosa | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 10 de Outubro de 2026 ás 07h 28min
Toca-me a Alma, em Silêncio!
Rosy Neves
Toca-me a alma, em silêncio!
Devagar…
Como quem teme despertar
as flores adormecidas
no jardim secreto do meu peito.
Não digas nada, amado meu…
Deixa que as tuas mãos de brisa
percorram os meus sonhos,
como pétalas de luar
deslizando sobre um lago
que nunca conheceu o amanhecer.
Toca-me a alma…
Mas toca-a devagar…
Há em mim um oceano de ternura,
uma constelação de desejos,
e um coração tão cansado
de navegar sozinho
pelos mares da saudade.
Aproxima-te…
Quero ouvir o teu silêncio
conversando com o meu,
enquanto a noite borda estrelas
nos véus escuros do universo.
Ah, amado meu…
Se soubesses quantas vezes
a minha alma pronunciou teu nome
sem que os meus lábios se movessem,
talvez entendesses
por que floresço quando chegas
e me torno outono quando partes.