Tecelão do infinito
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 17 de Maio de 2026 ás 17h 44min
Tecelão do Infinito
de Rosy Neves
Ele sonhava tecendo estrelas no céu
com fios de luar e poeira cósmica.
Cada ponto, um desejo antigo,
um sussurro de luz a se perder
na imensidão escura.
Imaginava as constelações
como bordados finos,
desenhos de deuses adormecidos,
mapas de mundos ainda por vir,
tão distantes e tão perto.
A noite era seu tear,
o silêncio, sua canção.
Suas mãos invisíveis,
desenhavam constelações novas,
e a cada estrela que nascia,
um pouco de seu sonho
ganhava vida.
Não precisava de agulhas,
nem de linha palpável.
Seu coração era a bobina
de onde saía o brilho
que pintava a abóbada celeste.
E ali, entre nuvens e vácuos,
ele, o tecelão do infinito,
continuava sua obra,
sempre sonhando,
sempre bordando
mais um pedaço de noite
para todos nós admirarmos.