Silêncio

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 24 de Junho de 2026 ás 15h 42min

Silêncio!

 

Rosy Neves

 

Silêncio!

Meu coração é um sino aflito,

tocando sozinho nas torres da noite,

gritando em segredo toda vez

que os meus olhos encontram o Rei.

 

Ó meu Deus, por que me deste

este amor impossível de guardar?

Por que fizeste florescer em minha alma

um jardim que não ousa se revelar?

 

Ele caminha entre luzes distantes,

como quem pertence às estrelas,

e eu o amo em silêncio,

escondida entre névoas e constelações.

 

Meu amor é proibido,

um pássaro de asas fechadas,

uma chama que arde sem fumaça

para que ninguém veja o seu brilho.

 

É melhor que ele não saiba.

Que permaneça adormecido

entre os véus do céu profundo,

onde os segredos repousam

sob o olhar atento dos anjos.

 

Silêncio!

Que ninguém desperte este sentimento,

nem o vento, nem a lua, nem o mar.

Deixai que eu carregue sozinha

esta doce e triste eternidade.

 

Pois amar o Rei é caminhar

por um caminho feito de estrelas distantes,

e guardar no peito um sino aflito

que toca apenas para Deus escutar.

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