Silêncio

Letras de músicas | Canção | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 16 de Abril de 2026 ás 06h 47min

Silêncio!

 

Silêncio!

Miguel Arcanjo vem aí.

Ouve o preceito das folhas secas no chão.

 

Cada passo é uma centelha,

acesa no meu próprio coração.

 

Silêncio!

Ouve o suspiro do Arcanjo.

 

Um rumor na brisa,

quase imperceptível,

mas que vibra na pele,

na alma.

O chão sob os pés

agora parece mais vivo,

ecoando cada movimento

com uma reverência secreta.

 

As folhas secas,

antes apenas um tapete outonal,

transformam-se em mensageiras,

tecem um caminho de som

que anuncia a chegada

de algo sublime.

Seus estalos secos,

um tambor primordial,

ressoam nas profundezas,

despertam o que dormia.

 

E meu coração,

esse pequeno vulcão de emoções,

bate mais forte,

mais presente.

Cada batida,

um lampejo de luz,

uma chama que se acende

na escuridão da espera.

A centelha acessa,

um segredo partilhado,

entre o que chega

e o que pulsa em mim.

 

O ar se adensa,

carregado de expectativa.

Um perfume antigo,

de incenso e de estrelas,

paira sutil.

E então,

quase um sopro,

o suspiro do Arcanjo.

Não é som audível,

mas uma onda,

uma carícia etérea,

que envolve,

acalma,

e ao mesmo tempo,

desperta.

 

É um silêncio que fala,

uma presença que se sente,

além dos ouvidos,

além da visão.

Miguel Arcanjo

está aqui.

E o mundo

pausa,

respira fundo,

e escuta

o chamado silencioso

do seu guardião.

 

A fragilidade das folhas secas,

a força do meu coração,

tudo se une

neste instante

de pura,

imensa,

paz.

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