Silêncio

Poemas | Canção | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 16 de Setembro de 2026 ás 16h 04min

 Silêncio

 

Os olhos dele

são duas estrelas mudas,

dois sóis mortos

à beira do infinito.

 

Duas centelhas divinas,

quase adormecidas,

guardando nas pupilas

os segredos de um céu antigo.

 

Silêncio!

 

Não digas seu nome,

não despertes a luz

que repousa em seus olhos.

 

Há uma eternidade escondida

na sombra de seu olhar,

como um universo cansado

de tanto esperar.

 

E quando ele me olha,

o tempo se curva,

as estrelas calam-se,

e até a noite

parece prender a respiração.

 

Silêncio!

 

Porque há olhos

que não precisam falar...

 

Eles carregam

a linguagem esquecida

dos deuses

e a saudade

de um mundo

que já não existe.

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