Silêncio das esferas

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 27 de Junho de 2026 ás 16h 14min

 Silêncio das Esferas

 

Rosy Neves

 

Silêncio! Silêncio! O arcanjo sonha nas areias das estrelas,

onde o tempo se desfaz em pó de luz,

e a noite tece mantos de constelações singelas

sobre o vazio que nos conduz.

 

Seus olhos fechados guardam segredos antigos,

memórias de mundos que ainda não nasceram,

enquanto os ventos cósmicos, eternos amigos,

sussurram canções que só os céus ouviram.

 

Nas dunas celestes, cada grão reluz

com o brilho de sonhos não sonhados,

e o arcanjo repousa sob a cruz

de infinitos destinos entrelaçados.

 

Silêncio! Que ninguém desperte o guardião

que dorme no limiar do eterno,

pois seu sonho sustenta a criação

e separa o divino do inferno.

 

Nas areias das estrelas, tudo é calma,

tudo é paz, tudo é puro devaneio —

o arcanjo sonha e, sonhando, acalma

a solidão do universo em seu seio.

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