Se o vento sopra forte e me abala,
Se a tempestade cresce em sua fúria,
Dentro de mim mantenho a alma clara,
Pois sei que a paz é a minha escultura.
Não temo o que o destino me prepara,
Nem fujo ao medo ou à dor que me censura.
Aceito o que a vida em meu peito instala,
Pois sei que a calma é sempre a minha cura.
E se o mundo mudar ao meu redor,
Se as sombras tentarem calar-me a voz,
Serei a rocha firme, a força em flor.
E quando o tempo enfim se fizer brisa,
Olhar-me-ei no espelho e verei sós,
A luz da paz que em meu peito eterniza.