SEQUELAS DO SER

Poemas | Edson Bento
Publicado em 06 de Fevereiro de 2026 ás 14h 31min

Sequelas do Ser


 

Intrépidos são meus passos no abismo

Em meio às lacunas dilaceradas,  

Basta o ódio que destrói meu altruísmo;  

A dor intensa invade minhas chagas.  


 

Sangrando igual a um pássaro ferido,

Sou medo e silêncio em meio à batalha.  

Meu sangue sobre a terra escorrido,  

Fétido, vai evaporando entre as muralhas.  


 

Um fio de coragem que insiste em crescer

Na interseção do silêncio e do grito contido,  

Onde a alma ferida aprende a se erguer  

E retornar para um mundo outrora esquecido.  


 

E assim, nas sombras do labirinto,

Sobre o túmulo dorme um corpo perfeito;  

Voou a alma salvando o espírito,  

Jaz aqui as sobras do meu esqueleto!  


 

Minha volúpia maior que a tolerância

Espera, incomoda e depois atropela;  

Sacode a poeira ainda com esperança,  

Mas não evita as marcas das sequelas!  


 

Edbento 

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