Saudades do sertão
| | Antologia Nacional Família Literária: A travessia das palavras | JoãoPublicado em 31 de Agosto de 2026 ás 20h 05min
Peço licença, Patrício, para rimar com precisão,
Vou tecer um verso forte nas cordas do coração,
Pra contar uma história
Que trago na minha mente,
De um povo que é valente, que traz o riso no olhar,
Que sabe como lutar e plantar sua semente.
O sertão que me acolhe tem a terra esturricada,
Mas se a chuva cai do céu, muda logo a caminhada,
O verde brota do chão, o mandacaru floresce,
A alma da gente cresce,
O vaqueiro bota o gado,
E o Nordeste abençoado canta a reza e agradece.
Nessa rima nordestina trago a força da cultura,
Que resiste ao tempo e à dor, mantendo a cabeça pura,
O cordel é nossa voz, o repente é nosso grito,
Um sentimento bonito que se espalha pelo vento,
E nesse exato momento, o meu verso tá escrito.
Termino minha jornada com orgulho e com carinho,
Caminhando passo a passo,
Construindo meu caminho,
O folheto tá fechado, a viola silenciou,
Mas a rima que ficou ninguém pode apagar,
Pois enquanto o sol brilhar, vive o povo cantador.