Sinopse:
Um poema sobre existir em contradição, onde tudo tem preço, até o que não se compra. Entre limites impostos e fronteiras autoestreitadas, o eu lírico revela o desgaste de viver, reduzido ao saldo do que foi aceito e negado.
Saldo Humano
O que faz sentido?
Somos tudo,
Somos nada,
Inúmeros caminhos,
A mesma estrada.
Dinheiro, fama, status...
Miséria, anonimato, off...
Se chove, reclamo...
Se sol, reclamo...
Se calor, reclamo...
Se frio, reclamo...
Nada faz sentido!
Vivo no mundo contido...
Estreito fronteiras,
Nessa vida passageira.
Mas, o final é sempre insano.
Barato ou caro...
Restamos, o saldo
De tudo, o que fomos e negamos.