ROUBADORES DE ALEGRIAS

Poemas | Celso Custódio
Publicado em 06 de Janeiro de 2026 ás 19h 51min

Construi uma torre gêmea

Esconderijo dos meus devaneios,

Derramei as águas dos rios

Em terras de forasteiros,

Desbravei as matas virgens

Habitat dos irmãos selvagens,

Tomei coragem enfrentei frio e estiagem!

 

A terra gemia a dor

Da exploração desnecessária,

Os ventos sopravam a sós

Espalhando todas as aves,

No fundo da floresta bebiam

As águas de cores amareladas,

Escutavam ao longe as serras

Nas madeiras derrubadas!

 

Se ouviam os cantos tristes

Dos que ficaram sem casas,

Rugiam os tambores e choravam

Toda madrugada,

O céu ficou envergonhado

Deixou a lua pela metade,

A coruja desapareceu

Nunca mais se viu deixou saudade!

 

As estrrelas não são pretas

O sol não é azul,

A vida não é um circo sem lona

O trapezista o vovó,

A menina não é o palhaço,

O leão o cantor...

Há roubadores de alegrias

Que se alimentam  da sua dor!

 

 

 

 

 

 

Livro: Mar de Poesias

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