RIO NO ROSTO

Poemas | Poesia Lírica | Edson Bento
Publicado em 11 de Agosto de 2026 ás 19h 37min

RIO NO ROSTO

 

Entre as pedras sou água que corre,

Me escorrego sentindo liberdade,

Mas na face sou lágrima que morre

Na penumbra da triste realidade.

 

Até que entendo sem regras:

Não morro quando caio solto.

Se sou água entre as pedras,

Serei o rio também no rosto.

 

A lágrima que escorre volta,

Não se esvai, não se perde,

Ela simplesmente se solta,

Passa pelo queixo e desce,

 

Acha o chão, quer molhar,

Vira rega, vira chuva,

Silenciosamente vira mar.

 

E o que era penumbra

Vira brisa molhada

Para que nada sucumba.

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