Reconstrução
| | 2026/3 Antologia Rascunho do Eu: enquanto me escrevo | Dorenice Flor Da CruzPublicado em 24 de Março de 2026 ás 17h 16min
Em meio à tempestade, não fui abrigo, fui mar,
Aprendi com o vento a não recuar.
Cada trovão que rasgou o céu do meu peito
Despertou uma coragem que eu não tinha aceito.
No silêncio profundo, onde o mundo se cala,
Ouvi minha alma, firme, viva, que fala.
Não era ausência, nem vazio a me consumir,
Era a minha essência querendo existir.
A inquietude, antes peso, virou direção,
Fez da dúvida caminho, da dor construção.
E na dança das palavras, me reencontrei,
Na escrita perdida, enfim me achei.
Com fé nas mãos e esperança no olhar,
Sigo firme, mesmo sem tudo controlar.
Porque hoje entendo, ao me reconstruir:
Sou maior do que tudo que pensei sentir.