Rastro de estrelas
Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 03 de Janeiro de 2026 ás 12h 52min
Eu sou uma rastro de poeira cósmica,
na vasta solidão do universo.
Um fragmento de estrela morta,
disperso em nebulosas dançantes.
Minha essência, outrora incandescente,
agora fria, à deriva, um grão infinitesimal.
Testemunha silenciosa da expansão,
eco longínquo de um big bang primordial.
Vagueio por eras,
atravesso vácuos imensuráveis.
Me uno a outros,
formando constelações efêmeras,
pinturas celestes,
desfeitas pelo tempo implacável.
Talvez um dia,
gravidade me prenda,
matéria escura me abrace,
e eu renasça.
Em um planeta distante,
em uma nova estrela,
ou talvez,
em uma forma de vida inimaginável.
Mas por agora,
sou só poeira,
perdida,
mas livre,
na vastidão sem fim.