Quando a palavra aprende a respirar
| Poesia Lírica | 2026/1 Antologia Quando a palavra sente | Dolores FlorPublicado em 15 de Janeiro de 2026 ás 20h 43min
A palavra não nasceu pronta,
ela treme antes de existir,
habita o silêncio
como quem pede licença ao sentir.
Há dias em que escrevo com o corpo,
não com a mão.
É a memória que sangra devagar
até virar som.
Não conto o que vivi,
apenas deixo que a ausência
diga por mim
o que não ouso nomear.
E quando o verso enfim repousa,
não resolve, não salva,
apenas fica
como quem aprende a respirar.
Comentários
Lindo poema! O silêncio sempre é cheio de tudo e ao fazer-se som às vezes sangra até ser ouvido.
Rosilda Vaz de Souza | 15/01/2026 ás 22:10Texto muito inspirador. Parabéns!
Manoel R. Leite | 16/01/2026 ás 10:53As poesias mais lindas são as que foram arrancadas da alma , elas repousam sobre o papel como se fosse ferro em brasa , no papel eterniza uma dor que virou poesia, pois sempre podemos fazer nascer beleza até nas mais profundas cicatrizes.
Keila Rackel Tavares | 16/01/2026 ás 15:48Um texto que cabe reflexões pois a palavra, assim como pode aprisionar também tem o poder de libertar!
Lorde Égamo | 20/01/2026 ás 09:13