POR TRÁS DO VIDRO
Poemas | Poesia Lírica | Edson BentoPublicado em 28 de Junho de 2026 ás 17h 49min
Por Trás do Vidro
Uma janela fechada de vidro,
Uma pena da ponta da asa.
Um sopro, um riso esquecido,
Carvão morto que ainda vira brasa.
A mão que molda e amassa o pão,
O beijo suave na face que arde.
O vermelho vivo do coração,
E o riso amarelo que serve de alarde.
O nó na garganta que o peito aperta,
A lágrima mansa que limpa o olhar.
A porta da alma que fica aberta,
Para quem sabe como amar.
Se a vida é feita de ferro e de flor,
De riso forçado e de dor que deságua,
O peito que guarda a marca do amor
Jamais se afoga na própria mágoa.
Edbento