POETA SOU

| | Antologia Nacional Família Literária: A travessia das palavras | Aquino de Souza
Publicado em 28 de Agosto de 2026 ás 22h 15min

Poeta sou – nem sempre porque quero:
Escrevem-me – e o que leio é o que me gera.
Artur me fez Baptista – Ludgero,
Pensou-me um Jaromil Milan Kundera.

Poeta sou – nem sempre porque quero,
Mas sim porque na pele regenera,
Às vezes, um Demódoco de Homero,
Um Charles na Viagem a Citera.

Alojo às costas, como um par de asas,
O livro aberto, as laudas com que voa
Minh’alma sobre pântanos e casas,

Brincando de heterônimo em Pessoa.
Poeta sou se leio e posso após
Adivinhar fantasmas em lençóis.

Comentários

Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.