POESIA, SENTIDOS E VERSOS - PREFÁCIO
Prefácio | Ensaio literário | Lorde ÉgamoPublicado em 07 de Maio de 2026 ás 13h 24min
PREFÁCIO - POESIA, SENTIDOS E VERSOS
É só dos sentidos que procede toda a autenticidade, toda a boa consciência, toda a evidência da verdade. Friedrich Nietzsche
Sinto-me feliz, lisonjeado, honrado, envaidecido, até, por ter sido escolhido, mais uma vez mensageiro deste notável poeta. Se o poeta houve por bem me escolher é porque gostou dos meus predicativos literários, aprovou meus trabalhos anteriores e sente em mim potencial para poder agregar à sua magnífica obra considerações relevantes, de especial valor.
Sentidos, que são os sentidos?
Este é um assunto que nos proporciona e nos remete à divagações filosóficas.
Para Platão é no mundo dos sentidos que impera a percepção da realidade.
Para Descartes os sentidos eram considerados falhos, posto que a razão sempre prevalecia e dela advinha o verdadeiro conhecimento.
Locke se contrapunha, pois argumentava que o conhecimento se adquiria através dos sentidos. Para ele, sem os dados sensoriais a razão teria muito pouco com o que trabalhar.
Para Kant, é através dos sentido que as informações do mundo chegam até nós. É como uma câmara que capta e registra tudo que acontece em derredor.
Já Nietzsche defendia que são os sentidos que alimentam a nossa existência.
O fato é que, conforme frase atribuída a Aristóteles, “Da discussão nasce a luz” chegamos a uma conclusão. Não resta dúvida que é através dos nossos sentidos que tomamos conhecimento de tudo que existe no universo, no mundo exterior, quer seja pelos cinco sentidos do corpo humano quer seja pela percepção de nossa alma.
Corriqueiramente ouvimos a expressão “isso não faz sentido”. Significa que carece de explicação plena e convincente. São, tão somente, dizeres que não trazem em seu contexto qualquer consistência, coerência ou nexo.
Apresentando o poeta:
Seu nome é Adaílton Lima, nascido no dia 27 de março de 1968, na cidade de Salvador - BA, portanto tem 57 anos de idade. É soteropolitano e se orgulha disso. É casado, pai de dois filhos, é professor, pedagogo, educador, funcionário público. É escritor/poeta, e graças aos seus pais, pelo incentivo dado, é um amante da literatura. Seu primeiro texto poético chamava-se “Exilio” e graças a sua curiosidade de menino, desde aos 12 anos de idade conseguiu construir seu processo de escrita. Arrisca-se em múltiplos estilos literários, como o Setígono, o Redonde, contos, prosa poética, entre outros, sempre experimentando “outros novos sabores” na escrita. Adaílton tem uma história narrada nas entrelinhas dos seus versos, que até se confunde com seu “eu lírico” posto ser tão contagiante, profundo transmissor de emoções aos nossos sentidos. Adailton já possui um livro solo intitulado “Um estado pulsante de emoções e sentimentos” publicado em 2024 pela Editora Ações Literárias.
Apresentando a obra:
“Poesia, sentidos e versos” é uma obra poética, fantástica, que nos embevece. Ousa nos arrebatar a uma atmosfera onírica onde os versos de cada poesia se apresentam afáveis, transparentes e lógicos. Isto é uma constante nesta criação.
Adaílton nos brinda de início, com o poema “Parábola”, onde faz alusão àquele escritor que deseja um mundo que não seja direcionado às guerras, utiliza palavras e versos com muito sentido, assim findando:
“Queria apenas escrever
um poema pra convencer
o universo a entender
que o caminho é a paz”!
Segue com o poema seguinte, “A flor do fuzil”, mostrando a mesma proposta e em ambos os poemas faz referência indireta à sua amada quando diz que ela é sua “trincheira e fortaleza”. Nosso poeta traz reminiscências dos tempos de menino no poema “Rua do meio”, um poema que parece real, como também no poema “Lembranças do passado”. Ainda traduz sentidos aflorados no poema “Embaixo do edredom”.
Nosso poeta adota a postura de um ser sensorialista, Basta observar o emprego do seu “eu lírico” que percorre por trilhas e veredas privativas que se fizeram por ele depurar. Quando seu “eu lírico” fala em dor, mágoa, desventura, aventura insana como nos poemas “Sequelas de uma aventura”, assim como expressões utilizadas como o olhar, pureza, sorrisos, calma, encontradas no poema “Azul, reflexo da esperança”, derrota, medo, morte, vistos no poema “Abraço da alma”, são todos efeito dos sentidos apurados que se sentem aguçados.
Para ele a poesia é uma cria do poeta como se fosse a gestação de um filho, poema “Gestação poética” e nos revela as alegrias e os dissabores do poeta em “Lágrimas do poeta”.
Refere-se à poesia com leveza no poema “Poesia todo dia”
“Quero poetizar eternamente
Versando a vida e a natureza
Pulsando a verve latente
Com uma voz insistente
Reverberando beleza”
Brinca com seus escritos em “O pecado das palavras”
“Meu pecado são meus versos
Cheio de metáforas e ironias Espalhados em poemas diversos
Com tristezas e alegrias!”
Ainda fala da amizade, Adaílton, que possui muitos pois, por onde quer que passe, sempre deixa mais um amigo. Diz isso no poema “Verdadeira amizade”
“O amigo que é irmão
Pronto para dar a mão
Chegando na hora certa
Com uma ajuda discreta
Reside pra sempre no coração”.
Esta obra é encantadora. Adaílton reuniu o que de melhor tinha e reservou neste livro, em especial, para o seu leitor. Nosso escritor finaliza sua obra com o poema que traz o mesmo nome do livro, “Poesia, sentidos e versos”, onde decifra tudo o que lhe vem à mente, assim, quando fala em
poesia “vislumbra o vento que espalha folhas criando uma forma de quebra-cabeças, que faz remover qualquer trava com as palavras advindas de sua inspiração”. Ao se referir aos
sentidos, “estes captam toda a beleza criando versos advindos dos sentimentos de um poeta visionário, construído por seus dons”. Ao se referir aos
versos, “estes não são engodos, pelo contrário, são sentidos aflorados que se vislumbram deslumbrantes, quer terrestres, quer alados, voando alto com a poesia”.
Na obra que vos apresento, “Poesia, sentidos e versos”, nosso poeta Adaílton conseguiu aglutinar toda sua verve em sua inaudita poética. Tudo por ele é colocado à nossa frente de forma patente, tão clara, e objetiva. Enigmas que dantes era reservado apenas aos grandes filósofos decifrarem, Adaílton desvenda para seu leitor com transparência e lucidez inconteste através da melodia contida nos versos dos seus fascinantes poemas, verdadeiras odes!
Amigo leitor, esta obra deve ser adquirida. Precisa fazer parte do acervo de sua biblioteca particular. Carece ser lida, degustada, analisada em toda sua projeção, pois seus versos são edificantes, reveladores, nos levam ao onírico, provocando no leitor, grata satisfação.
Enoque Gabriel, Lorde Égamo,
Escritor, poeta, prefaciador
Comentários
Parabéns pelo conteúdo!!
Que belo trabalho lindo prefácio amei bem construído parabéns sucesso sempre para e o grande poeta Adailto
Meu nobre Prefaciador, não tenho argumentos para agradecer tão ensejosas palavras, mas minha gratidão infinita será sempre o sentimento que perdurará no meu coração. Obrigado imensamente por ser mais uma vez o arauto do meu filho poético