Poema triste
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 23 de Março de 2026 ás 14h 22min
No silêncio que sobra depois do adeus,
há um jardim de coisas que não floresceram.
Palavras que ficaram nos lábios,
como pássaros feridos que nunca voaram.
O tempo passa… mas não leva tudo,
há memórias que insistem em ficar,
como a chuva fina numa tarde cinza
que não chega a cair… nem a cessar.
Te procurei nas entrelinhas do vento,
nos ecos suaves de algum lugar,
mas só encontrei a ausência
sentada, quieta, no mesmo olhar.
E dói… não como tempestade,
mas como o frio que não se vê,
um vazio que aprende a morar
onde um dia viveu você.
Se ainda existo em algum canto teu,
que seja como um sussurro leve,
porque aqui… eu ainda te guardo
como quem ama — e nunca esquece.