Perfume proibido

Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 06 de Janeiro de 2026 ás 09h 17min

Ó Perfume Proibido 

Essência oculta, flor noturna rara, 

Teu aroma em segredo se expande, 

Vela acesa em alma que declara, 

Um desejo que a razão não entende. 

Proibido és tu, fruto tentador, 

Que incendeia o coração sonhador. 

 

 

Sinto em teu rastro a brisa da audácia, 

A pele em transe, sede de mais, 

Um véu de mistério e falácia, 

Nos teus acordes tão sensuais. 

Oh, perfume de pecados confessos, 

Em teus braços, perdidos e presos. 

 

 

Em cada nota, um verso indecente, 

Um segredo que a boca não diz, 

Uma promessa quente e urgente, 

No abismo escuro, tão feliz. 

És a tentação, a doce febre, 

Que consome a alma, lenta e breve. 

 

 

Quero sentir-te, mesmo sabendo, 

Que a consequência pode me afogar, 

Em teu oceano, me perdendo, 

Sem ter a força para escapar. 

Perfume proibido, doce tormento, 

Meu vício secreto, meu alimento. 

 

 

Sei que és perigo, chama que arde, 

Mas a tua beleza me atrai, 

Como a mariposa, tarde a tarde, 

À luz fatal que a consome e destrói. 

Ó perfume, pecado sublime, 

Em ti me entrego, sem queixar-me.

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