Perdida no coração da estrelas
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 06 de Maio de 2026 ás 09h 47min
Perdida no coração da estrela, ela sonhava,
como quem bebe a luz em silêncio profundo,
como quem borda eternidades com fios de alma
na delicada costura do mundo.
Era feita de ausências e brilhos,
de um céu que cabia dentro do peito,
carregava universos nos cílios
e um infinito suave no jeito.
Havia nela um rumor de auroras,
um canto antigo que o tempo esqueceu,
e ao tocar as margens das horas,
descobria que o sonho também era seu.
Ó estrela — morada de seus devaneios —
acolhe essa alma que vaga sem chão,
pois há caminhos que nascem nos meios
dos abismos guardados no coração.
E assim, entre luzes e abismos calados,
ela segue — poesia em forma de ser —
perdida… mas nunca sem ser encontrada
naquilo que ousa, em segredo, viver.