Sinopse:
Um poema contemplativo que celebra o Paraná como terra de origem, trabalho e memória. Entre paisagens rurais, coragem do povo e lembranças da infância, o eu lírico revela um vínculo profundo com o chão que moldou sua identidade e permanece vivo no coração.
Paraná
Paraná,
terra que me viu nascer
entre montes frios e vales férteis.
Teu chão guarda sementes antigas
e o tempo aprende a esperar.
A terra é farta,
alimenta o corpo e aquece o peito.
No campo, o gado rumina o dia,
a gente simples sustenta o mundo
com mãos firmes e olhar de horizonte.
Há pinhão na brasa,
há conversa mansa,
há história passando de pai pra filho.
No peito do povo,
a coragem de lavrar a terra,
de confiar na chuva
e no sol que castiga e consola.
Fui criança nesses quintais,
correndo solta,
com barro nos pés e vento no rosto.
Aprendi cedo
que a paisagem também educa.
Hoje, quando te olho, Paraná,
teu verde fala mais alto.
Tua beleza cresceu comigo,
fez raiz.
E sei:
não há distância,
nem tempo,
que apague da memória
o chão que me ensinou a ser...