As palavras voam no calor da tarde,
borboletas atônitas deslizam sem direção.
São luzes ardendo no horizonte celeste,
ao som dos pássaros em triste canção.
As palavras dançam na brisa crepuscular,
libélulas rasantes no espelho d’água.
Nuvens escuras deslizam pelo ar,
poetas solitários vertem no papel suas mágoas.
As palavras se encontram em fina melodia,
pássaros errantes à procura de pouso.
São gotas de orvalho na rima da poesia,
leito sereno onde o poeta repousa.