Onde mora o meu eu
| Poesia intimista | 2026/3 Antologia Rascunho do Eu: enquanto me escrevo | Taina NogueiraPublicado em 15 de Março de 2026 ás 01h 17min
Quem serei eu,
Sereia tua,
Um ser tanto e junto,
Grãos de areia,
Um mar de mim sem fim,
Oceano de tantos rios,
Raizes,
Pó de estrela,
Barro e Terra,
Misturas,
Estados de uma matéria,
Sólida e às vezes líquida. Gasosa.
Um punhado de elementos segurados por uma atmosfera,
Chamada casca, carne, vasos, sistemas organizados,
Algo vívido, de tal brilho nos olhos,
Que consome outras bocas,
Alimentos da carne,
E do espirito alimenta-se dos meus sentimentos,
Onde está meu eu se não nesses dois órgãos,
Coração e Cerebro,
Haverá algo à mais?
Onde estará o meu eu,
"Amais uns aos outros",
E vós amois a natureza,
No plural e singular,
Completamente um, em algo maior,
Maior em mim, e maior que nós,
Gerações e constelações,
Galáxias vizinhas,
Modos do eu existir,
Apesar de imenso,
Cabe em mim e cabe em você.
Comentários
Este poema parece querer retirar o peso do ego individual e colocar o ser humano como parte integrante de um organismo maior! -E um convite à humildade e à conexão!
Lorde Égamo | 15/03/2026 ás 13:40