Olhos de Águia
Os seus olhos de águia me vigiam,
Que lindos, ó meu Deus,
Toda vez que me veem, pressagiam
A se encantar com os meus.
Sinto que eles me contagiam!
Será que foi nosso destino
Que outra vez escolheu
Interromper os sonhos de menino
Que no horizonte se perdeu,
Voltando a voar como peregrino?
Com a fidelidade de uma harpia
Que entrega ao seu amor, alma e corpo,
Prezando sempre pela monogamia,
Nas alturas, com seu par, chega ao topo
De uma vida inteira em sua companhia!
Ao meu lado, constantemente voava,
Aninhando-se na mais alta montanha.
Onde voa agora, aquela que me amava?
Será que a ventania foi tamanha
Que em direção oposta a separava?
Ainda te espero entre as nuvens
de saudade,
Mesmo que este seja nosso último voo
de esperança!
Edbento