Ode para Emili
Há pessoas que chegam ao mundo
como chegam as manhãs serenas:
sem ruído,
mas capazes de iluminar tudo ao redor.
Emili é assim.
Carrega no coração
uma delicadeza rara,
dessas que sabem acolher sem perguntas
e compreender sem exigir explicações.
Sua sensibilidade
não é fragilidade —
é dom.
É a capacidade de enxergar o que muitos não percebem:
as dores escondidas,
os silêncios cansados,
as ausências disfarçadas em sorrisos.
E ainda assim,
ela escolhe ser abrigo.
Há bondade em suas palavras,
ternura em seus gestos
e uma luz tranquila
que transforma os lugares por onde passa.
Algumas pessoas atravessam a nossa vida…
Emili permaneceu.
Fomos porto e barco
uma na existência da outra:
quando o mar se fez revolto,
houve acolhimento;
quando o coração precisou descansar,
houve presença.
E talvez seja isso o amor em sua forma mais bonita:
não prender,
mas sustentar.
Não impedir as travessias,
mas garantir que ninguém enfrente sozinho as tempestades.
Hoje, ao celebrar mais um ano da sua vida,
não celebro apenas o tempo —
celebro a pessoa extraordinária que você se tornou.
Gratidão, Emili,
pela sua empatia que cura,
pela sua simpatia que aproxima,
pela sua alma bonita
e pela oportunidade de existir tão perto de mim.
Que a vida lhe devolva, em delicadeza,
todo o bem que você espalha pelo mundo.
E que nunca lhe faltem
mares para navegar
nem portos seguros onde repousar.