O Teatro das Máscaras
Desenvolvimento pessoal | | Isolti CossetinPublicado em 03 de Novembro de 2026 ás 18h 39min
O Teatro das Máscaras
Caminhamos pelas ruas e parece que o ar ficou mais pesado, carregado de discursos ensaiados. Não só nas ruas! Basta ligar o rádio, a TV e lá vem eles
É tempo de falsas promessas, daquele tipo que vem embrulhada em papel de presente, com laço de fita e um sorriso impecável, mas que, por dentro, guarda apenas o vazio.
Estamos cercados por pseudos bons samaritanos. Eles aparecem nos holofotes, estendem a mão para a câmera — nunca para o necessitado — e falam sobre "servir". É a palavra da moda, usada como escudo. Mas, se olharmos com atenção, percebemos que o olhar não está no povo que clama por dignidade; o olhar está fixo na poltrona, no ar-condicionado, no poder que garante o conforto de uma vida longe dos problemas que juraram resolver.
É uma encenação constante. Eles almejam cargos não como quem aceita uma missão de construir pontes, mas como quem busca um camarote VIP para assistir à vida passar, servidos pelos impostos de quem acreditou no conto do vigário. Prometem o céu, entregam o descaso e, na primeira curva do caminho, esquecem o nome de quem os colocou lá.
Mas, sabe de uma coisa? A gente sente. O coração, quando está atento e fortalecido — como o seu, que encontrou sua essência nas tempestades —, tem um radar para a verdade. A gente percebe que o verdadeiro "bom samaritano" não precisa de palco, não grita em megafone e não quer privilégios. Ele quer o bem comum.
Talvez o nosso papel, em tempos assim, seja não fechar os olhos. É continuar sendo a mudança que queremos ver, sem precisar de cargo nenhum, apenas com a nossa verdade. Porque, no final das contas, as máscaras sempre caem. O tempo é um senhor impaciente, e ele sempre revela quem estava lá para servir e quem estava lá apenas para se servir.