O relógio aflito
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 11 de Julho de 2026 ás 12h 32min
O Relógio Aflito
Rosy Neves
O relógio do tempo está aflito
ticando com desespero,
os segundos se estirando,
como elásticos em busca de liberdade.
As horas dançam em círculos,
sombras que se alongam,
enquanto o dia se despede,
o sol pinta o céu de laranja e roxo.
As lembranças se acumulam,
como folhas secas ao vento,
cada batida um eco distante,
cada minuto uma fuga.
Face a face com o agora,
o passado sussurra segredos,
enquanto o futuro espreita,
um mistério por desvendar.
E nós, espectros entre os ponteiros,
perdidos em nossas próprias histórias,
esperamos que o tempo nos acalme,
mas ele continua, aflito, voraz,
sem pausa,
sem compaixão.