Ó rei curva te para as estrelas
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 05 de Junho de 2026 ás 11h 46min
Ó Rei, Curva-te para as Estrelas
Ó rei, curva-te para as estrelas,
como os antigos sultões de seda e luar,
que ouviam a voz dos céus
sobre os minaretes dourados da noite.
Curva-te, ó rei,
pois nenhuma coroa é maior
que a vastidão silenciosa do firmamento,
onde Alá espalhou jardins de luz
sobre os desertos da eternidade.
O vento vem das terras distantes da Anatólia,
trazendo perfumes de rosas e romãs,
enquanto a lua derrama prata
sobre os telhados adormecidos do mundo.
Ó rei, curva-te para as estrelas,
e aprende com elas a humildade.
Elas brilham sem possuir reinos,
governam sem espadas,
e atravessam os séculos sem orgulho.
Escuta os alaúdes da madrugada,
cantando entre fontes de mármore,
onde a água recita poemas antigos
para os jardins esquecidos do tempo.
Ó rei, curva-te para as estrelas,
pois até os impérios passam
como caravanas na areia do destino.
Mas a luz que nasce da alma
e se eleva aos céus em forma de amor,
essa permanece...
Como uma estrela solitária
refletida nas águas do Bósforo,
velando para sempre
sobre os sonhos dos homens.