O que ainda me chama
| Poesia Filosófica | 2026/07 Antologia Quando o verso pergunta | Dolores FlorPublicado em 30 de Junho de 2026 ás 20h 53min
Há um amor que não se apaga,
mesmo distante do olhar;
fica morando no peito,
sem pedir para ficar.
Há nomes que a boca cala,
mas a alma sabe dizer;
são como flores guardadas
sem coragem de morrer.
Eu te sinto nas ausências,
nos instantes mais serenos;
quanto mais longe pareces,
mais te encontro nos pequenos.
Se a vida não nos responde
por que amar é tão profundo,
meu verso pergunta baixo:
onde escondo este mundo?
Comentários
Aqui há um amor livre, abnegado que não cobra e nem espera, mas simplesmente ama porque é bom e faz bem amar assim...
Exatamente. Abraços
Vejo neste poema um retrato poético sobre a capacidade do ser humano em abrigar sentimentos que desafiam a lógica do espaço e tempo!
Obrigada Poeta por sua leitura.