O outono
Outono | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 24 de Janeiro de 2026 ás 16h 46min
O outono pintou a folha,
um toque de ocre,
um rubor de carmim,
e laivos dourados,
como promessas sussurradas.
Não era mais verde,
a vida vibrante da primavera,
mas uma beleza madura,
uma elegia silenciosa,
em cada veia transformada.
O vento, enamorado,
aproximou-se em murmúrios,
beijou a face colorida,
um toque leve, quase divino,
uma carícia eterna.
E a folha, rendida ao afeto,
desprendeu-se do galho,
dançou no ar,
em espirais graciosas,
uma valsa de despedida.
Voou, levada pelo amor,
para um leito de iguais,
um manto de folhas caídas,
onde repousaria em paz,
sob o olhar atento do outono.