O orvalho
Poemas | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 24 de Janeiro de 2026 ás 16h 48min
O orvalho molha os meus olhos,
pequenas lágrimas do céu,
caindo silenciosamente
sobre as pétalas adormecidas
das rosas que amo.
Um véu transparente,
um sussurro frio na pele,
um despertar suave
para a manhã que nasce,
pintando o horizonte
em tons de rosa e dourado.
A grama se curva,
pesada e brilhante,
cada folha, uma jóia,
refletindo a luz tênue
que escapa entre as nuvens.
O mundo, por um instante,
suspende a respiração,
em reverência à beleza
simples e fugaz
deste momento sagrado.
E eu, de olhos molhados,
absorvo a quietude,
a pureza que emana,
a promessa de um novo começo
em cada gota que cai.