O juramento dos anjos
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 18 de Agosto de 2026 ás 16h 50min
O Juramento dos Anjos
Rosy Neves
Na sombra da névoa da noite,
onde as estrelas se inclinam
diante do abismo profundo do cosmo,
eu encontrei um segredo antigo
escrito no silêncio das constelações.
Li o juramento dos anjos
em uma língua primitiva,
nascida antes dos homens,
antes dos templos,
antes que a primeira lágrima
aprendesse a cair sobre a terra.
As palavras ardiam no papel
como brasas de um céu esquecido.
E, quando pronunciei a última sílaba,
o universo inteiro estremeceu.
— Ai, meu Deus...
Eles me ouviram.
Então a névoa se abriu lentamente,
e milhares de asas surgiram
por detrás da noite.
Nenhum anjo falou.
Nenhuma estrela ousou brilhar.
Apenas o silêncio...
Um silêncio tão profundo
que parecia carregar
o peso de todos os séculos.
E compreendi, tarde demais,
que aquele juramento não era uma oração.
Era um chamado.
E agora eles sabem
o meu nome.