O grande general
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 21 de Março de 2026 ás 18h 55min
O grande general celeste
está imóvel,
como uma montanha de luz
erguida sobre o silêncio do mundo.
Seus olhos — dois abismos de eternidade —
repousam sobre a humanidade
que corre, tropeça, grita, esquece
e ainda assim… sonha.
Ele não fala.
Mas o vento traduz seus pensamentos,
e as estrelas tremulam mensagens
que poucos aprendem a ler.
Vê as guerras escondidas nos corações,
os gestos de amor que nascem tímidos,
as mãos que ferem
e as que curam na mesma noite.
Imóvel, ele contempla —
não com julgamento,
mas com um pesar antigo,
tecido antes do tempo existir.
E talvez espere…
não a queda,
mas o despertar.
Pois mesmo no caos da terra,
há uma centelha que insiste,
um sopro divino que resiste
em cada ser que ainda ama.
E assim, o grande general celeste permanece,
guardião do invisível,
olhando a humanidade
como quem acredita…
mesmo quando tudo parece perdido.