O Eco Do Desejo

Contos | Antologia Nacional Família Literária: Versos que Iluminam Caminhos | Giovanna Salles
Publicado em 29 de Agosto de 2025 ás 12h 54min

Conheci Selena numa festa lotada, entre luzes e música. Eu era o DJ, ela, a cantora convidada. Foi só um esbarrão, uma conversa rápida… mas algo se acendeu dentro de mim.

No começo era amizade. A gente falava de tudo, e eu me sentia vivo como nunca. Só que logo virou necessidade: eu queria estar perto dela o tempo todo, queria mais do que ela podia me dar.

Passei noites em suas redes sociais, escrevendo poemas carregados de desejo. Até que Selena começou a se afastar, dizendo que eu passava dos limites. Eu implorava por atenção, mas minha insistência se tornou sufocante.

O corpo também adoeceu. Três dias sem comer, preso à cama. A insônia corroía minhas noites, cada silêncio dela me deixava em alerta. A obsessão virou vício. Busquei terapia, mas já era tarde.

Um dia, ela me bloqueou de tudo. Nunca mais a vi. A realidade despencou: meu amor era unilateral, tóxico, doentio. Eu a sufocava com palavras e atitudes imaturas.

Tentei pedir desculpas, mas não havia volta. Restaram poemas guardados, cicatrizes no peito e um vazio que me lembrava daquilo que nunca existiu.

Hoje entendo: amar também é respeitar. O coração não pode se prender a quem não sente o mesmo.

Comentários

Puxa! Que belo aprendizado. Muitas vezes precisamos fazer nosso coração sofrer para aprendermos que amar é respeitar as vontades, também! Parabéns! Gostei!

Lorde Égamo | 29/08/2025 ás 13:12 Responder Comentários

Ufa, que lição. o amor não pode ser uma obsessão.

Edson Bento | 29/08/2025 ás 14:10 Responder Comentários

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