O eco da solidão

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 05 de Março de 2026 ás 19h 19min

A porta rangeu, 

e o eco da ausência 

se desfez no ar. 

 

Antes, as paredes eram frias, 

testemunhas mudas 

de longas noites em claro. 

 

Agora, o silêncio é outro, 

não mais vazio, 

mas cheio de mim. 

 

As sombras dançam, 

amigas antigas, 

e a luz da manhã 

entra sem pedir licença. 

 

Há um ritmo novo 

no bater do meu peito, 

uma melodia que eu mesma componho. 

 

Não espero mais a campainha, 

o toque que nunca vinha. 

 

O sofá está quente 

com o peso da minha própria paz. 

 

Olho para o espelho, 

vejo um sorriso leve, 

sem a urgência de encontrar 

um outro olhar. 

 

Em mim, a tempestade acalmou. 

O porto seguro sou eu, 

o mapa e a bússola. 

 

Solidão, palavra antiga, 

perdida no dicionário da alma. 

Aqui, só há espaço para o florescer. 

Em mim, não há mais solidão.

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