O corvo e Eu

Ensaios | Keila Rackel Tavares
Publicado em 31 de Janeiro de 2026 ás 15h 29min

Baseado na obra O Corvo de Edgar Allan Poe.

Era noite de dezembro de 1845, bem me lembro, a neve caia com seus ais, assobiava a tempestade para meus umbrais e com ela veio aquela ave sombria que loucamente batia as suas asas altivas nas minhas janelas e portais. Eu sabia que como era ela um corvo, estava trazendo consigo algo de mal presságio, senti um peso, um desgosto, lembrei-me de Eleonora então a ave sombria, como se adivinhasse o que eu sentia abriu o bico de forma altiva e soltou um grunhido que nos meus ouvidos foram entendidos como um som, uma resposta que eu não queria, Eleonora e eu " nunca mais!". Nunca mais a verei, virou anjo e eu mero mortal, rogo que me leve, mas a ave se foi, deixou a pena preta e na neve se enfiou , congelou, meus sonhos de um dia para uma noite, pesadelos se tornou!

Nunca mais!

Nunca mais!

Eleonora jaz!

Nada mais satisfaz!

 

Comentários

Que lindo texto

Rosilene Rodrigues Neves de Meneses | 31/01/2026 ás 16:08 Responder Comentários

Obrigada, amo a literatura gótica, por ser um ramo do lirismo que se mistura com a literatura fantástica e o mistério sem perder o romantismo.

Keila Rackel Tavares | 31/01/2026 ás 16:23

Ondas de misterio no ar. Parabens pelo escrito.

Eidi Martins | 31/01/2026 ás 19:47 Responder Comentários

Obrigada, é o tipo de coisa que mais amo!

Keila Rackel Tavares | 31/01/2026 ás 20:24

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