O coelho branco, o preto e o rajado..
Infanto-Juvenil | Fábula | Keila Rackel TavaresPublicado em 17 de Outubro de 2026 ás 19h 53min
Um dia, na feira de adoção de animais, três coelhos da mesma mãe e do mesmo pai chamavam a atenção.
Os pais eram de pigmentação totalmente branca, mas na ninhada havia três coelhos: um branco como seus pais, outro preto e outro rajado.
Havia crianças e adultos que se encantaram mais pelo branco, desprezando os outros dois.
O preto e o rajado eram julgados e desprezados...
E as pessoas cochichavam:
— Como nasceram seres impuros?
Mas eles não eram impuros. Eles eram irmãos.
A mãe e o pai tinham amor igual pelos três.
Sabiam que carregavam no sangue várias cores.
É assim que a natureza funciona: de um mesmo pai e de uma mesma mãe podem nascer filhos diferentes.
Um branco como a neve, um preto como a noite, um rajado como a terra. Nenhum é melhor que o outro.
Todos são coelhos. Todos são puros no que são: Assim que funciona a estética da vida.
Porém, o filhote branco se envaideceu.
Era mimado por todos que iam à feira e, às vezes, fazia coisas erradas para no final se fazer de vítima e a culpa recair sobre seus irmãos.
No fim da feira, uma menina pequena não escolheu o mais branco. Ela abraçou os três e disse:
— Eu quero os três, porque família não se separa por cor.
E foi assim que o branco, o preto e o rajado foram para casa juntos. O branco não via mais os outros dois como coelhos impuros, mas como irmãos que ensinaram a feira inteira que *diferente não é defeito. Diferente é só ser diferente.*
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*Moral *
> A impureza não estava nos coelhos. Estava no olhar de quem julgava pela cor — e na vaidade de quem se aproveitava desse olhar.
Comentários
Infelizmente, numa sociedade preconceituosa até os doces animaizinhos recebem a carga!