O celesteiro das estrelas

Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de Meneses
Publicado em 15 de Agosto de 2026 ás 11h 17min

 O Celesteiro das Estrelas

Rosy Neves

 

O celesteiro das estrelas

vai chorando devagar,

enquanto planta constelações

no imenso jardim do cosmo.

 

Cada lágrima que lhe cai dos olhos

vira uma estrela distante,

um pequeno ponto de luz

perdido na solidão do infinito.

 

Silêncio!

Silêncio... ele vem aí.

 

Não façam ruído,

não acordem a noite,

pois ele traz nos olhos

um oceano de eternidades.

 

Caminha sozinho

pelas estradas do céu,

com as mãos cheias de estrelas

e o coração cheio de ausências.

 

Planta uma...

e chora.

 

Planta outra...

e lembra.

 

E assim vai semeando o firmamento,

como quem tenta iluminar

a própria tristeza.

 

Dizem que, quando uma estrela cai,

é apenas uma lágrima sua

que já não conseguiu

permanecer no céu.

 

Silêncio!

Silêncio...

 

Ele está chegando.

 

Olhe para cima,

mas não diga seu nome.

 

Talvez seus olhos

sejam antigos demais

para caberem dentro de uma palavra.

 

Talvez carreguem,

em cada brilho,

mil eternidades

que nunca aprenderam a morrer.

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