Lá vai o bêbado no meio da rua

cambaleando...cambaleando...

É seu fascínio olhar a lua

cantarolando...cantarolando...

Na noite de sonho que flutua,

caminhando...caminhando...

            Que vida maldita essa sua!

            perambulando...perambulando...

 

A dor imensa e continuada

apertando...apertando...

            É tal qual a enxurrada

            escoando...escoando...

Sentindo no peito a dor danada

transpassando...transpassando...

            Que se complementa na risada,

                  disfarçando...disfarçando...

            Saudado pela lua esvoaçante,

            divagando...divagando...

 

Lá vai o bêbado esperto e bem falante

negaceando...negaceando...

No seu passo claudicante,

relutando...relutando...

enfrentar o presente estressante

desejando...desejando...

 

Tropeça, cai e rola na avenida,

            machucando...machucando...

E o povo passa alegre, na corrida,

            conversando... conversando...

Sem conhecer a dor sofrida

            suportando...suportando...

Desse maldito dom da vida,

            venerando...venerando...

E lá vai o bêbado no meio da rua

            relutando...relutando...

É seu fascínio olhar a lua

            desmaiando...desmaiando...

E a noite de sonho que flutua

            sufocando...sufocando...

 

Que vida maldita essa sua!

            Libertando...libertando...

 

 

 

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