O arcanjo arqueiro. Miguel São arcanjo
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 11 de Maio de 2026 ás 12h 24min
O Arcanjo Arqueiro – São Miguel Arcanjo
O Arcanjo arqueiro, São Miguel Arcanjo,
está imóvel na torre mais alta.
A torre é de silêncio, de um tempo que não passa,
e a viela que a cerca não tem chão nem telhado,
apenas um véu tênue,
tecido de sonhos esquecidos e promessas sussurradas ao vento.
Ele está lá,
com o arco esticado,
as penas da flecha tremendo na brisa cósmica.
Seu olhar, profundo como abismos de luz,
vigia um ponto invisível,
um lugar que só ele conhece.
Por trás das estrelas que cintilam,
onde a poeira cósmica dança em redemoinhos de prata,
encontra-se a morada que o esconde.
Ninguém o vê,
ninguém ouve o tilintar suave de sua armadura feita de aurora boreal.
Ele é a sentinela,
o guardião do limiar.
Seu nome ecoa em sussurros antigos,
em preces que se perdem no vazio,
mas sua presença é um farol,
uma certeza que paira no universo.
Os mundos giram,
as galáxias se expandem,
as vidas nascem e se findam,
e São Miguel Arcanjo permanece.
Um ponto de calma em meio ao caos,
uma âncora de fé em mares tempestuosos.
A flecha em seu arco não é de dor,
mas de esperança,
pronta para ser disparada no momento exato,
quando a balança do destino precisar de um toque de justiça.
Ele não luta batalhas visíveis,
mas sua vigilância é um escudo.
A torre é sua fortaleza,
a viela invisível, seu refúgio.
Lá, além do alcance dos olhos mortais,
o Arcanjo arqueiro,
São Miguel Arcanjo,
espera.
O guardião eterno,
o sussurro da coragem no silêncio das eras.