O anjo sombrolento
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 20 de Março de 2026 ás 06h 42min
O Anjo Sombrolento
Entre névoas de prata e véus de luar,
surge o anjo sombrolento, a vagar.
Suas asas, metade luz, metade dor,
trazem ecos de um antigo amor.
Dormem nos olhos dele tempestades,
sonhos partidos, meias verdades.
Guarda no peito um relógio sem tempo,
onde o silêncio é o seu firmamento.
Caminha entre sombras, lento e sereno,
carrega o fardo do mundo pequeno.
Sopra nas almas um sopro de calma,
cura feridas, mas sangra na alma.
Quando desperta, o céu se inclina,
a noite se curva, o dia termina.
E o anjo, cansado de tanto sentir,
fecha as asas... e volta a dormir.