O amor é uma tinta no papel,
um vermelho suave
espalhado com cuidado,
manchando as bordas da razão.
Às vezes, um azul profundo,
como o oceano calmo,
onde a confiança flutua,
e os medos se afogam.
Um amarelo vibrante,
a alegria inesperada,
o sol que irradia
mesmo em dias nublados.
Um verde esperançoso,
o recomeço constante,
a folha que brota,
apesar do inverno.
Mas também um cinza melancólico,
as sombras do passado,
as palavras não ditas,
o silêncio que dói.
E um preto intenso,
a ausência, a saudade,
o vazio deixado,
a memória persistente.
No final,
uma aquarela complexa,
tons misturados,
sentimentos em camadas,
uma obra inacabada,
a vida escrita no amor.