Amor

O amor é injusto e dolorido.

A indiferença doí, corrói a alma.

E os desejos vão para o ralo

Num banho de lagrimas.

Não há um analgésico,

Bom o suficiente que cure a dor.

Não há nada a se fazer.

Mas amo-te

Nas manhãs orvalhadas

Amo-te

Ainda nesse mistério que é o amor.

Amo-te

Nas tardezinhas quando

Os colibris beijam a flor.

Amo-te

Na doçura que é o cheiro de romã.

Amo-te

Na meia luz que clareia o quarto

Amo-te

Em todas as estações

Em cada segundo, minuto e horas

E por toda a minha vida.

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