o amor
| Metapoesia | Antologia Nacional Família Literária: A travessia das palavras | Maria Eduarda de Moura de AssisPublicado em 31 de Agosto de 2026 ás 12h 36min
Amor
O amor é injusto e dolorido.
A indiferença doí, corrói a alma.
E os desejos vão para o ralo
Num banho de lagrimas.
Não há um analgésico,
Bom o suficiente que cure a dor.
Não há nada a se fazer.
Mas amo-te
Nas manhãs orvalhadas
Amo-te
Ainda nesse mistério que é o amor.
Amo-te
Nas tardezinhas quando
Os colibris beijam a flor.
Amo-te
Na doçura que é o cheiro de romã.
Amo-te
Na meia luz que clareia o quarto
Amo-te
Em todas as estações
Em cada segundo, minuto e horas
E por toda a minha vida.