No dia em que as estrelas choraram
Poemas | Poesia Lírica | Rosilene Rodrigues Neves de MenesesPublicado em 18 de Março de 2026 ás 14h 42min
No dia em que as estrelas choraram
No dia em que as estrelas choraram,
o céu vestiu-se de névoa e lembrança,
um véu de prata cobriu o infinito,
e o tempo parou — em reverência.
Houve um silêncio outonal
no colo do universo,
como se o vento, cansado,
guardasse segredos antigos.
As constelações, trêmulas,
derramaram luz em prantos,
e cada lágrima celeste
fez germinar um sonho esquecido.
A lua, em seu manto pálido,
acolheu o pranto das irmãs distantes,
e o cosmos inteiro suspirou,
num lamento de amor e eternidade.
Desde então, quando a noite se cala,
ouve-se ainda o eco suave
daquele choro estelar —
um canto de saudade e renascimento.