Não Sei, Não Sei
A dor no peito é insuportável,
eco de um nada que pesa em mim.
Perdi alguém? Perdi o quê,
se estou sozinha até o fim?
Tudo parece estar no lugar,
mas dentro de mim há um vácuo, um nó.
Meu coração sufoca em silêncio,
a alma chora, sem dó.
Um grande amor partiu,
sem nunca ter chegado.
O ar não cumpre seu destino,
e me mata, aos poucos, calado.
Sinto mãos invisíveis, frias,
segurando meu peito, apertando.
De onde vem tanto vazio,
se não há motivo para o pranto?
A angústia tomou minha pele,
me fez sombra, me fez nada.
Eu me apago, sem porquê,
não sei, não sei...
Poesia de Desnorteamento. Rose Correia.
Comentários
Parabéns pelo trabalho!
Esse poema revela a fragilidade que somos, em especial quando estamos passando por privações, angústias, e a insegurança nos toca desnorteando o nosso entendimento! Uma boa reflexão!